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Consumo e sociedade: do (in)sustentável ao solidário

  • Foto do escritor: Avenida Agencia de Jornalismo
    Avenida Agencia de Jornalismo
  • 4 de fev. de 2022
  • 12 min de leitura

Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, em 2020 o Brasil produziu cerca de 79,6 milhões de toneladas de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos).


por Bia Ribeiro, Rogério Bié e Tayane Monick



Fonte: colagem feita pelos autores. Imagens: reprodução/Canva

Resumo da reportagem

  1. Com o advento da globalização, revoluções industriais e consolidação do capitalismo, os hábitos de consumo desenfreado da população tornaram-se insustentáveis para o meio ambiente, o que se traduz na geração de lixo e impactos socioeconômicos desse processo.

  2. Em janeiro de 2020, 69% dos entrevistados pelo Especialista em Pesquisas de Mercado e Opinião Pública, disseram que mudaram algum hábito por preocupações com questões climáticas, já entre setembro e outubro de 2021 o número foi para 56%, diminuindo 13%, embora a tendência sustentável continue em mais da metade dos consumidores consultados.

  3. Fugindo do consumismo, surgem opções de consumo sustentável, como brechós e matérias que produzem menos resíduos sólidos.


Supermercados lotados, estoque de álcool em gel e sabão, ruas desertas, e máscaras… Será que as de tecido funcionam? A pandemia do novo coronavírus mudou o modo como pensamos, e coisas comuns ganharam contornos problemáticos ou incertos. Enquanto alguns observaram o novo vírus como um alerta para a interferência humana no planeta, revendo necessidades e hábitos, outros colocaram a questão do meio ambiente em último plano.


Nos últimos anos, a humanidade mudou, e com isso seus hábitos, necessidades e consumo, fazendo com que todos os dias, ao se deparar com estímulos de meios de mídia, milhares de pessoas se perguntem: Comprar ou não comprar, eis a questão?


O consumismo se expandiu com a globalização e passou a fazer parte de todas as sociedades. O ato de estar sempre consumindo algo se tornou regra no capitalismo e ação automática na vida das pessoas. Poucos são os que refletem sobre um estilo de vida com hábitos mais sustentáveis e sóbrios.


Para Maria Neyara de Oliveira, doutora em Sociologia e professora no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará, o consumismo acontece em uma reação em cadeia. “A vontade de consumir é muito exibida na sociedade, tanto pela mídia como pela própria ostentação de quem pode consumir. Se instituiu uma noção de cidadania como aquela que entra no mercado. Quer dizer, alguém que tanto está no mercado de trabalho como está no mercado de consumo. Então, essa noção de mercado está muito naturalizada na cabeça das pessoas”.


Um estudo da Veja, realizado entre junho e julho de 2020, analisou o impacto da pandemia da COVID-19 sobre os consumidores brasileiros e mostrou que 54% dos brasileiros passaram a comprar apenas o essencial. A pesquisa também constatou que 62% da população visitou menos lojas físicas e 39% aumentaram as compras de produtos variados de formas on-line.


Outra consequência direta da pandemia nos hábitos de consumo se deu em decorrência do processo de empobrecimento da população, resultado da crise econômica que se desdobrou. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no trimestre encerrado em janeiro de 2021 o desemprego no Brasil ficou em 14,2%, a maior taxa já registrada para o período desde o início da pesquisa.


No Ceará, registros do Cadastro Único, mecanismo do Governo Federal, mostram que 33% da população vivia em situação de extrema pobreza, no início do ano. Cenas como o vídeo que mostra pessoas buscando comida no lixo estampam essa realidade. Isso mostra que, para uma grande parcela da população, essa redução do consumo não se dá de maneira voluntária ou por preocupação ambiental, mas por necessidade.


Felipe Seffrin, Coordenador de comunicação do Instituto Akatu, especializado em consumo consciente e sustentabilidade, analisa: “Muitas pessoas reavaliaram também a compra de roupas, uma vez que boa parte da população entrou em home office. Por outro lado, o consumo de comidas por delivery aumentou, gerando mais resíduos, e logo diversos estabelecimentos adotaram entregas sem envio de descartáveis, para evitar uma geração maior de resíduos”.


Já outra pesquisa, desta vez feita pela Ipsos, instituto Especialista em Pesquisas de Mercado e Opinião Pública, e divulgada pela CNN no início de novembro deste ano, mostrou que os brasileiros estão menos preocupados com hábitos de consumo que ferem o meio ambiente. Em janeiro de 2020, 69% dos entrevistados disseram que mudaram algum hábito por preocupações com questões climáticas, já entre setembro e outubro de 2021 o número foi para 56%, diminuindo 13%, embora a tendência sustentável continue em mais da metade dos consumidores consultados.


Sobre os efeitos de um consumo desenfreado para o meio ambiente, Felipe Seffrin alerta: “Está intimamente ligado com a produção de resíduos, uma vez que mais compras significam mais embalagens. Especialmente em um consumismo do supérfluo, esses itens desnecessários comprados por impulso ou para satisfazer emoções temporárias tendem a não ser utilizados devidamente e acabar no lixo”.




Esse consumo excessivo está diretamente relacionado com as desigualdades socioeconômicas, como explica George Paulino, professor do Departamento de Ciências Sociais da UFC: “Pessoas com maior poder de compra e de consumo consomem mais do que precisam, normalmente, à exceção daquelas que, mesmo possuindo mais bens e recursos historicamente o consumo desnecessário e predatório está relacionado ao ethos antropocêntrico que torna-se mais expressivo e assenta-se na ideologia de que o ser humano é mais importante que as demais formas de vida existentes no Planeta e que pode dominá-las”.


Pessoas com maior poder de compra e de consumo consomem mais do que precisam, normalmente, à exceção daquelas que, mesmo possuindo mais bens e recursos, guiam-se por uma consciência de preservação da vida e da natureza. Assim, historicamente o consumo desnecessário e predatório está relacionado ao ethos antropocêntrico que, com o advento da ciência moderna e sua relação com a industrialização, torna-se mais expressivo e assenta-se na ideologia de que o ser humano é mais importante que as demais formas de vida existentes no Planeta e que pode dominá-las.


Para o professor, existe uma relação histórica entre o consumo desnecessário e predatório com o avanço da ciência moderna e da industrialização. “Com o advento do capitalismo, o modo de produção e organização social se assenta, sobretudo, na lógica privatista, assegura a desigualdade do consumo, produz injustiça socioambiental, formas de viver mais confortáveis para quem tem mais e pune as classes trabalhadoras e de baixa renda com a escassez, a privação e o racismo ambiental, traduzido nas condições de moradia e de vida para as populações menos favorecidas”, conta Paulino.




Consumo insustentável x consumo sustentável e solidário

Fonte: colagem feita pelos autores. Imagens: Rogério Bié



Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, em 2020 nosso País produziu cerca de 79,6 milhões de toneladas de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos). Até 2050, o Brasil observará um aumento de quase 50% no montante de RSU, em comparação ao ano base de 2019. O país alcançará uma geração de 100 milhões de toneladas de RSU em 2033, marca que traz um chamado urgente por políticas públicas mais incisivas de estímulo à não geração e à reutilização de materiais. Os recursos naturais estão sendo cada vez mais utilizados sem existir um cuidado para reparação do planeta. O aumento do desmatamento, a desenfreada emissão de CO2, erosões no solo e a extinção de diversos animais são evidências dessa exploração. Outro ponto preocupante é que essas toneladas de resíduos gerados muitas vezes são em regiões que depositam o lixo em lugares inadequados, gerando prejuízos para a saúde e para o meio ambiente.


Em Fortaleza, uma das formas de contribuir com o consumo sustentável tem sido as feiras de materiais reutilizáveis, também conhecidas como brechós. Roupas, calçados, artigos para a casa, livros dentre muitos outros, são passados para frente e dão um destino sustentável a produtos que seriam destacados.


Sentada em sua banca na Praça da Gentilândia, a professora Valdiana Lira, 40, tem contribuído ativamente nesse processo. Vendedora de produtos sustentáveis e reutilizáveis desde 2018, ela é proprietária da loja online Use e Reuse, que conta com mais de 6 mil seguidores em seu perfil no Instagram. Dentre os materiais expostos estão canudos de inox, copos retráteis para levar na bolsa e escovas de bambu.

Valdiana Lira, 40, é vendedora de produtos sustentáveis desde 2020.

Foto: Rogério Bié


“Eu comecei a mudar minha alimentação para uma alimentação vegetariana, e isso fez com que eu ampliasse meu olhar para essa questão do meio ambiente. Foi então que comecei a utilizar os produtos com os quais eu trabalho hoje e vontade de ajudar o planeta e incentivar as pessoas a utilizarem produtos sustentáveis”, conta


Veja o vídeo para conhecer mais sobre o trabalho de Valdiane e outras vendedoras:


O avanço tecnológico também contribuiu com o consumo predatório. O consumidor está substituindo cada vez mais rápido seus produtos e mais recursos estão sendo utilizados para o aprimoramento dos mesmos. Além disso, as pessoas são influenciadas por um dos maiores difusores do consumismo: a mídia. A todo momento somos “bombardeados” com milhares de propagandas. São milhões e milhões de gastos e investimentos para tentar nos fazer comprar os produtos. Tudo isso gera emissão de gases poluentes, degradação e devastação ambiental, poluição geral e, consequentemente, a destruição de ecossistemas.


Para tornar o consumo sustentável é preciso que a preocupação ocorra desde a produção até a escolha dos produtos de forma consciente, ou seja, é preciso existir um equilíbrio entre sociedade, natureza e economia, como afirma a professora de administração Cláudia Buhamra. “Independente do tipo de consumo, a perspectiva da responsabilidade sócio- ambiental deverá estar sempre presente, seja para utilizar uma bicicleta, um carro, uma moto ou um avião, uma vez que é necessário, o que se pode fazer para otimizar aquele bem tanto na sua produção, sua distribuição e para o usuário”.

Governo, empresas e organizações precisam fortalecer projetos de conscientização para que o mundo se desenvolva de forma mais sustentável. “Ser sustentável não é apenas para benefício do ecossistema, é também uma forma de trazer benefícios de redução de custo para organizações e para indivíduos. Todos ganham no final”, afirma Cláudia. Uma das estratégias é investir em processos como o consumo sustentável e solidário e divulgar ações de conscientização. “É preciso ensinar o consumidor. Sem o ensinamento o consumidor não pode entender o que de fato lhe cabe como indivíduo na construção de uma sociedade mais sustentável. É preciso que haja orientação e é preciso que haja legislação”, reforça a professora.


Um conceito que complementa essa filosofia é o do consumo solidário, que articula as ideias de justiça econômica e ambiental como formas de redução das desigualdades. “O consumo solidário constrói-se no sentido oposto ao antropocentrismo. Consumir de forma desigual e injusta é, também, consumir a vida, a natureza, o ambiente. E reproduzir a fome, a desigualdade”, conta George Paulino.


O consumo solidário está atrelado à chamada economia solidária, fundamentada em processos produtivos que levam em conta a cooperação, o associativismo, a valorização da territorialidade local e a produção e circulação de riquezas dentro da esfera comunitária.


“Ele se constrói numa economia assentada em laços de solidariedade e pertencimento e não numa economia competitiva e privatista. Envolve a necessidade de processos produtivos o mais limpo possível, em sua relação com o ambiente. Dá-se no campo da agroecologia, da agricultura familiar, da produção livre de venenos, na economia local e solidária”, enfatiza.


Paulino destaca que o processo de fomentar essa forma de consumo em sociedade deve partir da consciencialização de consumir com responsabilidade, justiça social e ambiental, o que envolve a prática da reutilização e da reciclagem e educação financeira. “Isso implica que governo e sociedade civil precisam investir na replicação de experiências bem sucedidas e já testadas, capazes de diminuir impactos da produção e do consumo na reprodução das desigualdades, a exemplo dos diversos projetos de economia social solidária”, diz.


A seguir, falamos de uma experiência prática que traz um impacto prático do consumo solidário: o Banco Palmas, no bairro Conjunto Palmeiras, em Fortaleza.



Banco Palmas: consumo solidário, comunidade e pertencimento


Fonte: colagem feita pelos autores. Imagens: reprodução


Em 1998, a Associação dos Moradores do Conjunto Palmeiras (ASMOCONP), bairro situado na periferia sul da cidade de Fortaleza, fundou o Banco Palmas, uma instituição de microcrédito criada para encorajar uma rede solidária formada por produtores, prestadores de serviços e consumidores. O banco baseia-se na ideia de economia solidária, focado no desenvolvimento interno da economia do bairro e incentivando o crédito, a produção, o comércio e o consumo como processos de circulação e retenção de riquezas no próprio território. Um dos grandes marcos dessa vivência é a Palma, moeda social concebida para circular somente no bairro.


Em 2008, o professor George Paulino publicou o livro “Economia Solidária como Projeto Cultural e Político: a experiência do Banco Palmas”, resultado da sua pesquisa de doutorado e que traz a vivência da economia solidária pelos moradores da comunidade.


“O Palmas já tem mais de vinte anos de funcionamento e deu origem ao Instituto Banco Palmas, que replica a experiência dos bancos comunitários e da moeda circulante local, agora na forma de dinheiro eletrônico, em diferentes territórios, dentro e fora do Brasil”, diz Paulino. Ele enfatiza que o Banco Palmas é muito atuante na mobilização comunitária do Conjunto Palmeiras, em questões como a luta pela regularização fundiária do território e na proposição de políticas públicas inclusivas, assegurando que investimentos governamentais destinados ao bairro em obras de infraestrutura empreguem mão de obra local. “É a lógica do desenvolvimento local solidário. Um exemplo para o Brasil e para o mundo”, conta.


Segundo o presidente do banco, João Joaquim de Melo Neto, o intuito é fazer com que a comunidade tenha dinheiro para gastar dentro do próprio bairro e com isso promover a economia local. "O banco comunitário é uma rede que estimula a produção, o comércio, e reorganiza a economia daquela comunidade”, afirma.


“A ideia nasceu do debate da comunidade e de dizer que nós podemos resolver o nosso problema de pobreza. Nós não somos pobres, temos uma reserva monetária gigantesca à nossa volta. O segredo é fazer com que essa reserva não vá para o ralo, então surgiu essa ideia de se criar um banco que automaticamente tivesse estímulo à produção e ao consumo”, explica.


Embora tenham um impacto significativo no meio onde são desenvolvidas, iniciativas como a do Banco Palmas ainda são exceções em um contexto onde o consumo desigual predomina. George destaca a ausência de um marco legal que inclua a economia solidária como política pública do Estado. “Demonstrações bem sucedidas de produção e consumo solidário como a do Conjunto Palmeiras, além das associadas aos movimentos sociais como as feiras a agroecológicas e agricultura de distribuição orgânica de bens de consumo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST precisam ser mais incentivados”, conclui.


Entenda mais como o seu consumo impacta o mundo e como funciona o consumo solidário assistindo ao vídeo produzido pelo Instituto Akatu.




Contra mão: alguns escolhem viver o essencial

Fonte: colagem feita pelos autores. Imagens: reprodução/Canva


O dia de Andréa Portela é mais corrido do que ela esperava que seria. Escolhendo por livre e espontânea vontade viver a pobreza, Andréa atualmente é missionária na Comunidade Católica Shalom. Com roupas, acessórios e maquiagens contadas, a missionária conta que nada é seu, mas que administra em vista da função que exerce. "Acredito que como eu escolhi uma vida abandonada confiando em Deus, que é o pai das providências, ele sempre me dá o que eu preciso naquele dia", contou a missionária, que antes fazia questão de bolsas de marca, e hoje se vê feliz na simplicidade.

A escolha pela pobreza, aconteceu a partir do momento que Andréa se sentiu atraída pelo jeito que os missionários de sua comunidade viviam. "O estilo de vida que eu escolhi foi a partir de uma experiência com Deus, a sair da minha zona de conforto e abraçar a vivência da pobreza, no modelo da comunidade que eu vivo. Eu acredito que essa escolha deve partir dessa experiência de querer tirar o olhar de si, porque o consumismo, querendo ou não, vai nos fazendo paralisar em um olhar egoísta, querendo alimentar somente a necessidade que nós temos, querer alimentar somente um olhar a si próprio. A pobreza vai me fazendo olhar a necessidade dos outros, que existem pessoas que precisam muito mais do que eu", contou Andréa, que é natural do Paraná e está em Fortaleza desde janeiro de 2019.


Andréa vai na mão contrária do consumismo, e explica: "Essa forma de vida vai me ajudando a perceber que o essencial me basta, e o essencial não está nos bens materiais, nas roupas, no celular mais tecnológico, não, ele tá na vida das pessoas, na simplicidade, na vivência da caridade… Ai eu vou encontrando o maior tesouro, que não são os bens matérias mas é a vida humana, a vida das pessoas que eu sou chamada a cuidar". Arrumar a mala ficou mais fácil e leve, "o que eu tenho, é o que eu gosto e eu não tenho outras preocupações. Eu consigo gastar mais tempo me preocupando com o que é importante!", confessou.


A pobreza que Andréa vive perde o sentido de miséria, mas vai no significado moral e material da palavra. Que passa na vida cotidiana e entra na coerência de sua vida. “Ser pobre é isso, é estar totalmente abandonado. E ser rico, eu acredito que é o contrário. Ser rico é se encher de algo, e quando estamos cheios não conseguimos receber mais”.


Andréa vive uma relação com seus bens materiais diferente da maioria da população. Felipe Seffrin, Coordenador de comunicação do Instituto Akatu, especializado em consumo consciente e sustentabilidade, defende: “O consumismo pode levar ao endividamento, uma vez que pode não haver o controle das finanças. O consumo consciente, quando optamos pelo melhor impacto para nós, para a sociedade e para o meio ambiente, é bom para o nosso bolso e bom para o planeta como um todo”.


Acho que a matéria se beneficiaria de mais um olhar sobre a pobreza, no caso o de uma pessoa que não teve a escolha de se despojar de bens que possuía. As muitas pessoas em situação de rua em Fortaleza, ou as pessoas que aparecem nas esquinas pedindo donativos, poderiam contribuir com outras percepções do consumo e da pobreza.



Como fizemos


Para construir esta matéria, entramos em contato com fontes via e-mail, agendando uma entrevista online, visto que a maioria não era da mesma cidade. Entrando em contato fazemos as perguntas. Solicitamos que as respostas fossem feitas em áudio, pois assim a linguagem poderia ficar mais fluida e natural, visto que este tema pode ser tratado de forma muito rígida e sistemática, assim, pela fala, as respostas poderiam ficar mais coloquiais. Por fim, decupamos as entrevistas. Para pesquisas, buscamos aquelas que foram feitas durante a pandemia, trazendo uma percepção atualizada da temática, no recorte que nos propomos.


Já nos infográficos foram feitas pesquisas sobre hábitos de consumos que cresceram com a pandemia e sobre formas de ter um consumo mais consciente. Como essas temáticas são quase listadas como pontos a serem comentados, foi decidido que era melhor estarem dentro de um infográfico para facilitar a leitura. Eles foram feitos utilizando o Canva, com a proposta de trazer um design leve e bem articulado com a identidade do projeto, sempre preocupado em transmitir a informação de forma sucinta e em primeiro plano.


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