Gerações do lixão: a relação da comunidade do Jangurussu com o lixo através do tempo
- Avenida Agencia de Jornalismo

- 4 de fev. de 2022
- 12 min de leitura
Por Luana Maciel, Lucas Abreu e Priscila Silva
Resumo da reportagem:
O bairro Jangurussu ainda sofre com o estigma do lixo por ter abrigado durante 20 anos o maior lixão da capital cearense;
Mesmo após a desativação do lixão, muitos moradores permanecem trabalhando com a reciclagem de lixo e sentem orgulho do ofício;
A ausência de escolas do ensino médio no bairro foi apontada como obstáculo para os adolescentes que querem um futuro diferente do trabalho com lixo.
Diariamente, cerca de 70 mil pessoas transitam pela movimentada Avenida Costa e Silva e se deparam com o bairro do Jangurussu. Observam a paisagem, as pessoas humildes e hospitaleiras, um rio de cor escura correndo, um grande monte com vegetação baixa ao fundo, além de diversos centros de reciclagem em vários pontos do bairro. A verdade é que muita gente consegue perceber os traços do bairro do Jangurussu, porém, poucos conhecem o histórico por trás do que se vê hoje.

Vista do bairro Jangurussu a partir da Avenida Perimetral. Foto: Luana Maciel
Em 1978, com a densidade demográfica aumentando e a cidade em plena expansão, com Luiz Gonzaga Nogueira como prefeito e Virgílio Távora como governador, surgia o quinto lixão de Fortaleza. Situado às margens do Rio Cocó, o lixão do Jangurussu (também chamado de “Rampa do Jangurussu”) serviu de depósito de todo lixo produzido na cidade.

Os resíduos eram despejados sem nenhum tratamento ou seleção. E foi assim durante 20 anos, chegando à cota de 44 metros de altura — a maior cota artificial de Fortaleza.

Lixão iniciou em 1978, até ser desativado e coberto em 1998. Foto: Arquivo / TV Diário.
Além de fazer parte do bairro geograficamente, o lixo também é personagem da história pessoal dos moradores. Através da reciclagem, muitos catadores construíram suas vidas, como a recicladora Sebastiana Alves, que veio morar na capital cearense aos 16 anos, encontrando no lixão sua fonte de renda através da coleta de material reciclável. Após 28 anos, Sebastiana ainda tem memórias da época em que trabalhou na rampa.
“Na época do lixão, a gente trabalhava no topo, no meio de urubu, rato, agulhas e materiais cortantes. Muitas famílias tiravam seu sustento do lixão, era em torno de 1500 catadores trabalhando ao mesmo tempo, dia e noite. Lembro de uma vez, quando levei minha filha com quase 2 anos de idade comigo, um trator quase tirou a vida dela. É uma cena que me marca e que vai ser difícil de esquecer”, recorda Sebastiana.

Sebastiana se emociona em ter sustentado sua família trabalhando
com material reciclável desde a juventude. Foto: Luana Maciel
Sebastiana ainda tira seu sustento da reciclagem, porém, agora trabalha através de uma associação que, segundo ela, “deu mais dignidade ao trabalho dos catadores”. De geração em geração, a catadora se orgulha pela trajetória que percorreu e em poder dizer que hoje trabalha com três de cinco filhos neste mesmo ofício.
De lixão à associação de catadores
É no Jangurussu onde está localizada a maior associação de reciclagem da cidade de Fortaleza: a Ascajan. Fundada em 1996, a Associação de Catadores do Jangurussu foi criada com a finalidade de acolher os trabalhadores do extinto lixão que funcionou até 1998, oferecendo-lhes melhores condições de trabalho.
Dez anos depois, em 2006, foi entregue à Ascajan um espaço que atualmente funciona como a sede da associação. Nesse local, é feita a triagem de grande parte do lixo coletado na cidade. Diariamente, os caminhões levam os resíduos, os catadores selecionam e dão uma destinação para cada material. Plásticos, vidros, metais e papelões são descarregados em uma esteira e depois separados em baias de acordo com o tipo de material. Todo o trabalho é feito por 67 catadores ativos na associação.
Fotos: Luana Maciel
Também em 2006, a Ascajan começou a desenvolver o Projeto de Coleta Seletiva de Recicláveis: Jangurussu Reciclando a Vida. O trabalho consiste na coleta sistemática de material nos grandes e médios geradores de recicláveis, também conhecidos por parceiros e doadores de material, como são os casos dos órgãos públicos, condomínios, hotéis, shoppings e supermercados. A renda obtida da comercialização do material é dividida de igual forma aos associados.
Além da renda proveniente do trabalho realizado no projeto, os catadores também produzem por conta própria, conforme pontuou a atual secretária da instituição, Rafaela Pereira: “Aqui (na associação) é por produção. Cada um produz o seu”. A catadora Maria Glaucimar da Silva, uma das mais antigas da associação, também explica que a renda costuma variar muito durante o ano: “Tem quinzena que dá 200, 300, 400 reais. Depende muito do material”.
Catadora desde os 13 anos de idade, Glaucimar já passou pelos lixões da Barra do Ceará, do Henrique Jorge e do Jangurussu, e hoje é uma associada da Ascajan. Sua rotina no galpão começa logo cedo, às oito horas da manhã. Já o fim do expediente é incerto.
Mas apesar da rotina puxada, a catadora sente orgulho do que faz:
“Sem nós, catadores de Fortaleza, a cidade estaria cheia de lixo. Nós, hoje, não somos apenas catadores de lixo. Nós somos agentes do meio ambiente. [Nosso dever] é limpar Fortaleza”.

Apesar de problemas de saúde como pressão alta, Glaucimar prefere continuar trabalhando a ficar em casa. Foto: Luana Maciel
Glaucimar também guarda memórias de quando trabalhou no lixão. Ela conta que na época muitos trabalhadores perderam suas vidas em acidentes envolvendo veículos que atravessavam a rampa, e era grande a dor da perda de um companheiro de trabalho: “A gente ficava triste, né, porque o que a gente não quer pra gente, não quer para os outros”. E quem trabalhava à noite, a situação era ainda pior, pois não havia iluminação.
Apesar de todos os perigos, Dona Glaucimar gostava muito da época: “Eu achava muito bom o lixão. Apesar de ser lixo, era a nossa sobrevivência. Eu criei todos os meus filhos através do lixão”, afirmou. E ainda hoje ela permanece trabalhando com a reciclagem, mas agora no galpão da Ascajan, espaço que a catadora afirma ter conquistado depois de muita luta e diálogo com a Prefeitura.
Outra conquista recente dos catadores foi o Programa Bolsa Catador, iniciativa do Governo do Estado do Ceará em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema). Conforme o primeiro edital lançado em 2019, o programa tem por finalidade “contribuir para o resgate da cidadania desta categoria excluída historicamente”, em um contexto que há “um número elevado de catadores vivendo abaixo da linha de pobreza e em condições sub-humanas”.
No ano seguinte, a pandemia de Covid-19 chegou ao Brasil e se espalhou fortemente em todos os estados. Muitos trabalhadores cearenses perderam seus empregos ou tiveram que aderir ao lockdown no período em que a contaminação mais avançou no Estado. E para os catadores, não foi diferente. Glaucimar relata que muitos associados da Ascajan se afastaram:
“Eu fui uma. No começo da pandemia que era forte mesmo, eu me afastei porque fiquei com medo. Eu passei oito meses em casa e foi uma dificuldade, porque é daqui que tiramos a nossa renda”, lamenta.
Foi nesse cenário que o Estado aprovou o Programa Estadual de Reforço à Renda, decorrente da prestação de serviços ambientais durante o período de calamidade pública ocasionado pela Covid-19. O programa ofereceu um auxílio financeiro de 25% do salário mínimo a 1.342 catadores de 48 associações e/ou cooperativas residentes em 41 municípios cearenses. No total, os auxílios a essa categoria somaram 2.103.585 reais.
Além do programa supracitado, também foi criado o Programa Auxílio Catador por meio da aprovação da Lei N° 17.377/2021, cujo objetivo é assegurar a redução dos impactos no meio ambiente através dos serviços prestados por catadores cearenses a partir da realização da coleta seletiva. O auxílio corresponde a 25% do salário mínimo, equivalente a 275 reais. Ao todo foram pagas 12 parcelas desse valor em 2021.
Memórias da Rampa do Jangurussu
Mesmo após quase 25 anos da desativação do Lixão do Jangurussu, moradores do bairro ainda conseguem recordar dos tempos em que milhares de catadores subiam a rampa para tirar sua sobrevivência do lixo.
Maria Glaucimar, Nivanda Pereira, Francisca Deusinha e Sebastiana Alves relatam suas vivências, lutas e relação com o Lixão, nesta série especial de quatro episódios que você pode conferir abaixo:
Memórias do Lixão - Episódio 1: Glaucimar
Memórias do Lixão - Episódio 2: Nivanda
Memórias do Lixão - Episódio 3: Deusinha
Memórias do Lixão - Episódio 4: Sebastiana
Os estigmas do lixo
Sendo o lixo fonte de renda para muitas famílias, é comum observar no Jangurussu uma cultura de trabalho com material reciclável que passa de geração a geração. Em uma região conhecida na cidade como “o bairro do lixo”, o preconceito e o estigma social podem ser apontados como agravantes para o desenvolvimento local.
Apesar de iniciativas reconhecidas como válidas pelos moradores, como a construção do Cuca Jangurussu, inaugurado em 2012, ainda falta investimento em educação. Luziane Florencio, 29, moradora do bairro desde que nasceu e mãe de duas crianças de 12 e 10 anos, revela que seu maior receio em morar no Jangurussu é a falta de escolas de ensino médio na região. Com seus dois filhos estudando em escola municipal do bairro, a jovem mãe se preocupa sobre onde eles irão estudar futuramente:
“A escola Delma Hermínia vai só até o fundamental. Se quiser continuar estudando, tem que tentar vaga em uma escola perto da Avenida Washington Soares. Mesmo que consiga, não é todo mundo que tem condição de pagar transporte todo dia para o filho estudar”.

Luziane se orgulha em fazer parte da história do Jangurussu e deseja melhorias
no bairro para criar seus filhos. Foto: Luana Maciel
A moradora diz que sonha em ver o filho como engenheiro e a filha, enfermeira. Entretanto, Luziane acredita que a falta de assistência pública no Jangurussu é um desafio para o crescimento do bairro, ameaçando o futuro desejado para as crianças.
“Aqui a renda de todo mundo aqui é só do lixo mesmo. De 100% do pessoal, 90% deve trabalhar com lixo. A comunidade é muito esquecida pelas autoridades. A gente como mãe não quer ver um filho no meio do lixo. É um trabalho digno, mas a gente sempre tem que sonhar algo melhor. Não é porque a gente mora aqui, que a gente vai viver sempre do lixo".
Conforme dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Fortaleza divulgados em 2020, o Jangurussu apresenta Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,17, ocupando 111.ª posição em relação aos 119 bairros da cidade, utilizando como base para a Secretaria os dados do Censo Demográfico 2010.
Questionado sobre a demanda de educação no Jangurussu, Marcos Paulo Cavalcante, vereador representante do bairro e que cresceu nas imediações, afirma estar ciente da situação, como também fazendo um levantamento sobre o caso. Ouça abaixo sua resposta:

Vereador Marcos Paulo (Partido Cidadania) atuou como Conselheiro Tutelar desde 2009 e recentemente tomou posse do cargo de suplente de vereador. (2021). Foto: Jairo Oliveira / CMFor
Quanto ao baixo IDH do bairro, Marcos aponta como iniciativa na área sanitária os processos de requerimento que tem feito junto à Cagece para analisar a possibilidade de inclusão de saneamento básico no Jangurussu. Sobre as demais áreas de melhoria, o vereador assegura estar disposto a atender à comunidade: “estou pegando sugestões das pessoas e deixando minhas redes sociais livres para me procurarem e entender o que é preciso para melhorarmos esses índices”, reitera o político.
Nossa equipe entrou em contato com a Secretaria de Educação do Ceará questionando sobre as necessidades de escolas de ensino médio do bairro Jangurussu. Porém, até o fechamento desta matéria, não obtivemos respostas.
Fortaleza e seus lixões
Por muito tempo, o lixo produzido em Fortaleza era despejado em locais ao ar livre, sem nenhum monitoramento ou equipamentos adequados para manuseio e tratamento dos resíduos. Isso caracteriza os chamados lixões, o modelo mais primitivo de destinação do lixo, conforme é apontado no artigo “Possíveis impactos sobre o ambiente e a saúde humana decorrentes dos lixões inativos de Fortaleza”, dos autores Gemmelle Oliveira e Raquel Rigotto, ambos da Universidade Federal do Ceará.
Além do lixão do Jangurussu, funcionaram na capital cearense outros quatro lixões que hoje se encontram desativados. O mais antigo, o lixão do João Lopes, surgiu em 1956 e instalou-se no bairro Monte Castelo. O artigo descreve como era feita a coleta do lixo na época: “A coleta era feita com caminhões abertos nas áreas de maior acesso e com carroças em locais de difícil acesso e, inclusive, nas praias da capital cearense”.
Quatro anos depois, em 1960, o lixão já não tinha mais capacidade para abrigar resíduos e teve que ser transferido para uma área da Barra do Ceará. Foi nesse período em que surgiram os primeiros catadores da cidade, a maioria vindos do interior em busca de melhores condições de vida. O intenso êxodo rural foi motivado pela implantação do Distrito Industrial de Fortaleza durante o governo de Virgílio Távora. Porém, o sonho de conseguir um emprego formal não chegou para todos, e o lixão passou a ser uma alternativa para sobreviver.
O lixão da Barra do Ceará seguiu funcionando até 1965. No ano seguinte, surgiu o Lixão do Antônio Bezerra, também conhecido por Lixão do Buraco da Gia, localizado nas proximidades da fábrica Cione, na Avenida Mister Hull. Na época, Fortaleza abrigava 842.702 habitantes, conforme os dados do IBGE de 2001, o que ocasionou a desativação precoce do lixão Antônio Bezerra em decorrência do aumento da produção de lixo na cidade.
Já em 1968, foi ativado o lixão do Henrique Jorge. Com a chegada dos primeiros shoppings de Fortaleza, produzia-se muito lixo. Apesar de a coleta ainda ser feita majoritariamente com o uso de caçambas, o primeiro coletor compactador do Estado do Ceará já havia entrado em ação. O equipamento era acoplado em um caminhão que transportava todo o lixo da cidade até os aterros sanitários.
Após a desativação do Henrique Jorge em 1977, era a vez da instalação do maior lixão da história de Fortaleza, o lixão do Jangurussu. Durante 20 anos, a imensa rampa, que atualmente aparenta ser apenas uma inofensiva formação natural do bairro, abrigou os rejeitos de Fortaleza.
Com o fim dos lixões, todo o lixo da capital passou a ser depositado no Aterro Sanitário Metropolitano Oeste de Caucaia (Asmoc). O local foi construído como parte de um projeto que integrou o Plano Metropolitano de Limpeza Pública, elaborado pela Autarquia da Região Metropolitana de Fortaleza (Aumef). Operando desde 1998, o aterro atingiu seu limite em fevereiro de 2019, mas foi expandido nos anos seguintes para uma área situada ao lado do espaço de origem.
Os Impactos de um lixão
No dia 17 de março de 1998, o então prefeito de Fortaleza, Juraci Magalhães, e o governador Tasso Jereissati assinaram a desativação do Jangurussu. Antes desse acontecimento, o maior lixão de Fortaleza funcionou por um período de 20 anos, recebendo até 1.500 toneladas de resíduos diariamente.
Segundo a definição do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), um lixão é caracterizado como um ambiente onde há o descarte de lixo diretamente no solo, sem medidas de proteção ambientais e sanitárias.
“Os riscos à saúde humana e ao meio ambiente estão relacionados à contaminação do solo e das águas, bem como pelo surgimento ou agravamento de doenças transmitidas por roedores, insetos e outros vetores, presentes em locais de descarte irregular de resíduos”, explica a engenheira ambiental Nájila Cabral.
Entre as principais doenças que um lixão pode ajudar na proliferação, estão a leptospirose, a disenteria, a leishmaniose, a febre tifóide e as relacionadas ao mosquito Aedes Aegypti (Dengue, Zika e Chikungunya).
A contaminação do meio ambiente ocorre principalmente pela decomposição do lixo orgânico. Esse processo produz chorume, um líquido poluente que pode penetrar o solo e atingir lençóis freáticos, como também reservatórios de água próximos, ao ser carregado pela chuva. A decomposição de lixo orgânico também produz gás metano (CH4), capaz de aumentar o efeito estufa, contaminar o ar e ser altamente inflamável.
Além dos problemas ambientais e de saúde, os lixões podem gerar problemas sociais, com a ocupação de catadores. Esses indivíduos, em geral, são pessoas de baixa escolaridade, em situação de miséria, que costumam retirar a sua sobrevivência da coleta de materiais de plástico, papel, vidro e metal, vendidos para a reciclagem.
“Os problemas sociais são decorrentes do estigma que a sociedade possui com relação ao tipo de atividade, que muitas vezes não é reconhecida e não tem o apoio por parte de organizações ou instituições”, reitera Nájila.
Instituída pela Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) tem como objetivo principal gerenciar os rejeitos da sociedade. Além de incentivar a prática de hábitos sustentáveis, como a reciclagem, a norma prevê o descarte adequado dos resíduos e o fim dos lixões.
“Se houver o encerramento adequado, se forem tomadas as medidas de controle com o devido monitoramento, ao longo do tempo, não há o que se temer quando de encerramento de atividades, mesmo aquelas que reconhecidamente possuem alto potencial poluidor degradador”, afirma Nájila.
Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes, mais de 600 lixões foram desativados em um período de um ano, entre 2020 e 2021. Sancionado em 2020, o Marco do Saneamento estabeleceu um prazo para que os lixões sejam encerrados até 2024, concomitantemente com a descontaminação e revitalização das áreas afetadas.
Como fizemos
A matéria foi produzida entre os dias 25 de novembro e 14 de dezembro de 2021. De início, foram feitas pesquisas sobre o assunto em portais de notícias online como o Diário do Nordeste, O Povo e Agência Eco Nordeste, e leituras de artigos e outros trabalhos acadêmicos sobre o tema.
Finalizadas as pesquisas, fechamos a pauta e iniciamos o contato com as fontes. A primeira delas foi a catadora e ex-coordenadora da Ascajan, Sebastiana Alves. À princípio, o contato foi feito via WhatsApp, e durante o diálogo foi marcado um encontro na sede da associação para colhermos alguns depoimentos. No dia seguinte, dia 30 de novembro, a equipe foi até ao local e conversou com a secretária da Ascajan, Rafaela Pereira, e com as catadoras Sebastiana Alves, Nivanda Pereira e Maria Glaucimar.
Além das entrevistas na Ascajan, a equipe andou por algumas ruas próximas à Rampa do Jangurussu e conversou com duas moradoras da comunidade: Luziane Florêncio, dona de casa e mãe de duas crianças, e Francisca Deuzinha, agente de saúde e ex-líder comunitária.
Com todos os materiais em mãos (entrevistas, filmagens e fotografias), demos início às produções e entramos em contato com outras fontes via e-mail e WhatsApp, como foram os casos da engenheira ambiental, Nájila Cabral; do vereador do Jangurussu Marcos Paulo Cavalcante; e da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Fortaleza. Também entramos em contato com o doutor em Geografia Cláudio Ricardo Gomes, com o Programa de Pós-Graduação em História da UFC e com a Secretaria de Educação do Ceará, mas não obtivemos retorno destes últimos.

















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